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Audiência debateu alto preço da energia elétrica para o Norte de Minas

O alto custo da energia elétrica pode inviabilizar a agricultura irrigada no Norte do Estado. A afirmação foi feita pelo presidente da Associação dos Irrigantes do Norte de Minas (Adirnorte), Orlando Machado, durante a audiência promovida pela Comissão de Minas e Energia, foi solicitada pelo deputado Gil Pereira (PP), presidente da comissão.

O deputado Antônio Carlos reforçou, durante a audiência, a importância do seu projeto que incentiva o uso noturno da energia elétrica na agricultura e reforçou que o produtor tem que ser tratado com o respeito que merece. “O PIB do agronegócio cresce. O setor continua gerando emprego e renda. E isso em plena crise nacional. Os governantes têm que entender que o Norte de Minas não é problema, é solução porque os produtores querem produzir. Não falta dinheiro, falta priorizar o produtor rural e não mandar recursos para outros países. A Cemig precisa entender que a energia no campo não é luxo, é necessidade e dá retorno imediato para a economia do Estado”, concluiu Arantes.

De acordo com Orlando Machado, são fortes os impactos do aumento na tarifa de energia elétrica para os irrigantes do Norte de Minas. “Essa política energética pode ‘quebrar’ a agricultura irrigada. Muitos produtores têm reduzido sua área de plantio para conseguir sobreviver e outros têm trabalhado à noite, quando o valor da tarifa é reduzida”, salientou. Ele disse, ainda, que a Cemig precisa trabalhar para o povo, e não para seus acionistas. “A energia já aumentou quase 80%. Se contar a bandeira vermelha, ultrapassa 100%”, afirmou.

O presidente da Adirnorte contou que, de tudo o que é produzido no País, 20% decorre da agricultura irrigada. “É esperada uma produção de 204 milhões de toneladas para a última safra, sendo 41 milhões oriundas da atividade irrigada”, afirmou. Ele disse que, se o custo da energia continuar alto, pode haver uma redução de 50% na produção da agricultura irrigada.

Segundo Orlando Machado, a agricultura irrigada é a única atividade que promove a interiorização do desenvolvimento econômico. Para ele, é preciso buscar uma solução, pois, do contrário, a politica energética poderá gerar desemprego no Norte de Minas. “Uma provável paralisação das atividades irrigantes pode levar à perda de cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos em Minas Gerais”, enfatizou.

 

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