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Comissão de Agropecuária da ALMG debate demandas do agronegócio na Faemg

ACA_9134O cadastramento de propriedades rurais e o endividamento do produtor são alguns dos pontos críticos do agronegócio mineiro, na avaliação do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões. A análise foi feita nesta terça-feira (16/06/15) durante uma visita que os deputados da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da ALMG fizeram à instituição.

Durante a reunião, o deputado estadual Antônio Carlos Arantes (PSDB) afirmou que o trabalho em parceria com a Faemg é extremamente importante. Além dos problemas apontados pelo presidente Roberto Simões, Arantes falou sobre algumas de suas preocupações para a área, entre as quais a necessidade de mais recursos estaduais para a agricultura e os elevados custos de produção. “Um dos problemas que já diminuiu um pouco, mas ainda assusta o homem do campo é a falta de segurança. O produtor está desamparado em todos os sentidos”, afirmou o deputado.

“O setor rural está enfrentando muitos problemas, há muito o que fazer. O endividamento é recorrente. O produtor está apanhando café com cheque especial ou dependendo de agiotas. Temos que nos mobilizar nessa luta. E precisamos voltar a discutir sobre a questão da segurança, que é um problema muito sério. O produtor rural precisa ser mais respeitado. Nós reconhecemos na Faemg a organização legítima que defende os interesses dos produtores. Por isso, essa parceria é fundamental”, disse Antônio Carlos.

De acordo com Simões, apenas 18% dos produtores rurais mineiros, de um total de mais de 551 mil, estão cadastrados, sendo que o novo prazo estabelecido para se resolver a questão é maio de 2016. “Temos uma tarefa enorme e precisamos de uma solução imediata, porque senão vence o prazo e os produtores não poderão tomar crédito, fazer transação, passar escritura nem dar registro de nada”, afirmou. Para ele, a ajuda da ALMG é fundamental para resolver essa questão.

Simões também explicou que, além de Minas Gerais não ter obtido sucesso no seu modelo próprio de cadastramento rural, o processo só se torna válido e a propriedade rural só fica em dia com suas obrigações se houver também o cadastro federal.

Dívida

Um outro problema abordado por Simões foi com relação ao endividamento rural, assunto que foi discutido pela comissão em abril deste ano. Na ocasião, os produtores reivindicaram a renegociação dos débitos e a Faemg pediu a revisão dos saldos devedores do crédito rural, bem como o alongamento dos prazos de pagamento e juros subvencionados.

Simões ainda considerou que os produtores rurais precisam se conscientizar sobre a importância da criação de um fundo de reserva para enfrentar catástrofes que podem afetar o agronegócio. O presidente da Faemg defendeu também um trabalho mútuo de todos os atores ligados ao agronegócio – que, segundo ele, teve um crescimento de 4,7% no primeiro trimestre de 2015, apesar do atual quadro de recessão no País. “Se somos tão importantes, é preciso que os nossos problemas sejam de toda a sociedade mineira, e não só dos produtores rurais”, disse.

 

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