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Comissão de Segurança Pública da ALMG discute violência em Machado

Comissão de Segurança Pública da ALMG discute violência em Machado

Deputado Arantes critica redução de investimentos na Segurança Pública

Com a participação do deputado estadual Antônio Carlos Arantes (PSDB), a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou, nesta quinta-feira (01/06/17), audiência pública para discutir crimes que ameaçam a população de Machado e região.

Participaram também da audiência pública os deputados Sargento Rodrigues (PDT), Dalmo Ribeiro (PSDB) e Ivair Nogueira (PMDB); os prefeitos Julbert Ferre de Morais (Machado), Rodrigo Aparecido Lopes (Andradas) e Netinho (Paraguaçu); Azenclever Gatte Filho, assessor de Integração Operacional da Secretaria de Estado de Segurança Pública, o tenente-coronel Alrecy Argemiro Ferreira; o comandante do 64º Batalhão da Polícia Militar, Tiago Gomes Ribeiro; o delegado regional da Polícia Civil, Erivelto Angelo dos Santos; o presidente da Câmara Municipal de Machado; além de vários vereadores e de representantes das comunidades da região que puderam relatar como a violência tem crescido e como o clima de insegurança tem tomado conta dos municípios.

Todos relataram crimes violentos em suas cidades, sequestros, homicídios, assaltos à mão armada em propriedades da zona rural, roubos em residências nos centros urbanos, explosões de caixas eletrônicos. Também reclamaram da falta de recursos da polícia, a começar pela falta de policias, de viaturas e de equipamentos e também das péssimas condições da cadeia pública de Machado. “Há uma omissão do poder público em proteger o cidadão. Basta ver que houve redução de investimentos na área de segurança pública por parte do atual governo. Se compararmos com o governo Anastasia, a queda é clara. Os dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) mostram que houve uma diminuição de mais de R$ 220 milhões em recursos para custeio da Polícia Militar”, ressaltou deputado Arantes.

A audiência pública durou mais de três horas e foi uma das mais reveladoras da falta de segurança pública em Minas. Ainda em seu discurso, o deputado Antônio Carlos citou a falência do modelo de gestão dos 13 anos do PT no Brasil. “Todas os depoimentos foram muito importantes e demonstraram que todos viraram reféns dos criminosos. O modelo de gestão implantado em nosso país fez com que os recursos que seriam aplicados para melhorar a vida do povo fossem desviados. A JBS roubou o Brasil e ainda levou R$ 20 bilhões do BNDES. Se esse dinheiro estivesse nas mãos dos prefeitos, muito poderia ser feito em prol da segurança”, concluiu o deputado Arantes.

O presidente da Câmara de Machado disse que enquanto presidente do Legislativo Municipal, juntamente com os vereadores, tem feito a sua parte para modificar esse cenário. “Estamos economizando nos gastos da Câmara e devolvendo esses recursos para a Prefeitura. Ao mesmo tempo, estamos criando um projeto e vamos entregá-lo para o prefeito. O objetivo é afastar crianças e jovens das ruas e da criminalidade por meio de atividades de esporte, lazer e cultura”, explicou o vereador Erivelto Angelo dos Santos.

Diversos relatos comprovaram como a violência tem crescido em Machado e região. Um dos depoimentos mais contundentes foi o do engenheiro Giovani, um italiano que mora no Brasil há anos e foi sequestrado. “Fui sequestrado e não tive a ajuda de ninguém. As leis no Brasil estão erradas. Em meu país, um garoto com 15 anos já pode trabalhar. Aqui é diferente. Muitos desses jovens vão para o mundo do crime, roubam, sequestram e matam”, disse o engenheiro.

Representando a Associação Comercial e Industrial de Machado, Silvana Cristina Rodrigues relatou a situação do comércio de Machado. “Se vocês saírem agora na rua verão vários comércios atendendo de portas fechadas com medo da violência que assola o município. A criminalidade afeta diretamente os negócios e faz aumentar ainda mais a crise que estamos passando. Nós estamos com medo de andar na rua, o sentimento é de abandono”, comentou Silvana.

Ao final da audiência, diversos requerimentos foram encaminhados para a Secretaria de Estado de Segurança Pública e para o comando das polícias Civil e Militar solicitando o aumento do efetivo das polícias, a construção de um novo presídio no município e de um Centro Sócio Educativo.

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