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Comissão do Idoso da ALMG debate o envelhecimento da população, a pedido do deputado Arantes

Minas Gerais terá mais de oito milhões de idosos em 2050

Em 2050, Minas Gerais terá mais de oito milhões de idosos, segundo prevê o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso significa quase três vezes mais do que apurou o Censo de 2014. Os números foram discutidos nesta quarta-feira (06/07/16) durante audiência pública da Comissão Extraordinária do Idoso da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a pedido do deputado Antônio Carlos Arantes (PSDB).

A audiência foi presidida pelo deputado Isauro Calais (PMDB) e participaram vários convidados, entre eles o médico José Salvador Silva, fundador da Rede Mater Dei.

O deputado Arantes citou como um dos problemas enfrentados na terceira idade a dificuldade financeira. “Minas tem quase três milhões de idosos vivendo de salário-mínimo, o que não paga seus medicamentos. O poder público é ingrato com quem foi responsável pelo desenvolvimento do País. A maioria dos asilos sobrevive graças ao voluntariado, com a ajuda de pessoas de boa vontade”, explicou.

Para aprofundar o tema, os deputados ouviram dois especialistas. O primeiro a falar foi o professor de geriatria da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, João Carlos Barbosa Machado. Segundo ele, em 2030 a população de idosos brasileiros será superior à de 0 a 14 anos, pela primeira vez na história do País. “Em muitas cidades do interior de Minas, o crescimento de pessoas acima de 60 anos é maior do que o aumento da população total. Nos países chamados de primeiro mundo, eles tiveram um século para lidar com o envelhecimento da população. No Brasil, teremos 14 anos para nos adaptar. Será bastante problemático”, alertou.

O geriatra criticou o fato da política nacional em favor dos idosos não ser colocada em prática e de não ter uma dotação orçamentária específica. “Velhice não é um problema, mas uma conquista. Precisamos lutar para que as pessoas envelheçam com dignidade. Mais de quatro milhões de aposentados estão atualmente no mercado de trabalho por necessidade de complementar a renda. O número de cuidadores de idosos vai duplicar na próxima década e não há nenhuma legislação para eles. Só metade dos municípios mineiros possue instituições de longa permanência. E quem paga essas instituições geralmente são os próprios idosos”, criticou.

O segundo especialista convidado, o advogado pós-graduado em Direito Público e Empresarial, Leonardo Gomes Girundi, lembrou que há ainda o problema social da falta de oportunidade de crescimento financeiro para os jovens, o que resulta em idosos sem recursos. Ele sugeriu um benefício fiscal para que as famílias que cuidam de idosos não sejam penalizadas financeiramente. “Acho que as necessidades mudam de acordo com a idade e que a lei deveria acompanhar esse aspecto. O peso da legislação deveria variar conforme a idade. Uma pessoa de 80 anos tem necessidades diferentes de uma de 60 anos”, concluiu.

A audiência constatou ainda que as pessoas estão vivendo mais, mas, infelizmente,a grande maioria com baixa qualidade de vida.

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