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Crise da cafeicultura é discutida na FAEMG

O presidente da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia de Minas, deputado estadual Antônio Carlos Arantes (PSDB) participou nesta segunda-feira, 04/11, de uma reunião que envolveu autoridades e lideranças da cafeicultura mineira, ocorrida na sede da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG). Estavam presentes também e discutindo a crise no setor o presidente da FAEMG Roberto Simões, o secretário de Transportes e Obras Públicas Carlos Melles (DEM), o presidente do Conselho Nacional do Café, o deputado federal Silas Brasileiro (PMDB); o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento Elmiro Nasicmento (DEM), representantes e presidentes de sindicatos rurais e cooperativas mineiras.

Em seu discurso, Antônio Carlos relembrou sobre a luta e de outros parlamentares para a aprovação da nova lei florestal mineira, sancionada há pouco tempo pelo governador Anastasia, que praticamente equiparou a legislação de Minas a lei federal, evitando ambiguidades nas interpretações dos órgãos responsáveis pela fiscalização. Arantes disse que está junto da classe e chegou a relatar: “O café do jeito que está hoje, eu quebro junto com vocês, pois sou cafeicultor, mas não quero quebrar”. Segundo Arantes, a crise da maneira como está afetará as cidades de uma maneira que haverá falência por todos os lados. O deputado diz que o Produto Interno Bruto (PIB) não tem avançado no Brasil, muito por culta da crise que assola o setor. “Se estivéssemos um político perto da presidenta Dilma que tivesse uma sensibilidade maior, a nossa situação não estaria assim”, disse. Deputado avaliou que a classe precisa estar organizada e unida para conseguir resultados concretos. Para o parlamentar, ainda, o Fundo Estadual do Café precisa ter avanços importantes em nível de maior aporte de recursos e tem trabalhado junto ao Governo para isto. “É bom lembrar que Minas tem pago cerca de R$ 480 milhões de dívida para a União mensalmente e isto tem dificultado bastante os investimentos. Se não houver um pacto federativo, onde os municípios e o Estado tenham mais recursos, não sei o que será da gente”, alertou.

O deputado federal Silas Brasileiro adiantou que tem conversado com vários Ministérios no Governo Federal e que deve alguma solução emergencial em 10 dias.

O secretário de Transportes e Obras Públicas Carlos Melles (DEM) fez uma pequena explanação sobre o Pacto do Café que já conta até com site (www.pactodocafe.com.br), que relata algumas soluções e propostas para a crise na cafeicultura.

Elmiro Nascimento relatou que o Governo apoia os pleitos levantados pelos cafeicultores e lembrou que o governador Anastasia está muito preocupado com a situação econômica que envolve atualmente o café.

Os representantes de sindicatos e cooperativas utilizaram também o microfone várias vezes e expuseram, de maneira emocionada, a enorme crise que enfrentam. “Nós não estamos tendo comida no prato, não temos como pagar mais as nossas contas”, disse um deles. “Não podemos esperar mais, temos que tomar alguma medida para que esta crise não fique indo e voltando”, contou outro produtor.

 

Caso não haja nenhuma novidade dentro de 10 dias, algumas propostas foram levantadas:

 

* O cessamento de venda do produto nas cooperativas nos próximos 10 dias;

* Entrega de centenas de sacas de café na Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) em Varginha ao preço definido pelo Governo Federal: R$ 307;

* Mobilização nas ruas de maneira ordeira;

* Viabilização de mídia para dar um recado direto a presidenta Dilma;

* Uso do pacto do café como referência de ações e estratégias para mobilizar o setor.

* Os produtores querem medidas de curto, médio e longo prazo para sanar de vez a crise.

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