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Deputado Arantes comemora decisão judicial que impede o rebaixamento da represa do Peixoto
Arantes falou para cerca de 400 pessoas esta semana (Guto Gonçalves)

Deputado Arantes comemora decisão judicial que impede o rebaixamento da represa do Peixoto

A mobilização da comunidade e das lideranças políticas da região contra a possibilidade de rebaixamento da represa do Peixoto já começa a dar resultados. Um dia após a realização da audiência pública da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa, a Justiça Federal determinou a suspensão imediata de toda e qualquer medida que a empresa Furnas Centrais Elétricas venha a tomar com o objetivo de reduzir o nível da represa do Peixoto.

Extremamente preocupado com a norma baixada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), o deputado estadual Antônio Carlos Arantes (PSDB), que é presidente da Comissão de Agropecuária da ALMG, propôs e presidiu a audiência pública para debater o assunto. A norma prevê a possibilidade de abertura das comportas da usina, rebaixando em 13 metros o nível do reservatório, a fim de suprir a necessidade de energia elétrica de outras regiões.

Os impactos negativos na economia da região diante dessa possibilidade fizeram com que mais de 400 pessoas lotassem o auditório do Aquarius Clube, em Delfinópolis, na segunda-feira (19/05/14), para participar da audiência pública organizada pelo deputado Arantes. Prefeitos, vereadores e lideranças políticas da região, além de cidadãos, protestaram contra a possibilidade de rebaixamento da represa do Peixoto.

Diante da liminar concedida pelo juiz da Subseção Judiciária de Passos, Bruno Augusto Santos Oliveira, acatando pedido feito em ação proposta pelas prefeituras de Delfinópolis, São João Batista do Glória e Passos, o deputado afirmou que é preciso continuar batalhando para evitar “esse desastre para Delfinópolis e região”, pois a estatal ainda será citada e pode recorrer.

Arantes reiterou seu compromisso com a região. “Estamos juntos nessa luta, em parceria com o deputado federal Carlos Melles e todas as lideranças dos municípios que podem ser prejudicados com o rebaixamento. A comunidade não pode pagar por um erro do governo federal que insiste em dizer que não há risco de racionamento de energia. Se não há risco, não vejo porque sacrificar a comunidade. Se há risco, o governo deve promover campanhas pelo racionamento de energia”, argumentou o parlamentar.

Audiência pública ouve lideranças da região

O presidente da comissão, deputado Antônio Carlos, foi enfático: “Nossa audiência tem o objetivo de nos manifestarmos contra a baixa na represa de Peixoto; é para que deixemos clara nossa indignação, nossa insatisfação com esse absurdo. Isso vai ser um desastre para Delfinópolis e região”. Ele avalia que, se o lago for realmente rebaixado, haverá grandes prejuízos para a economia regional, principalmente para a agricultura e o turismo.

Na avaliação do parlamentar, a falta de planejamento por parte do Governo Federal é que provoca medidas como essa de tentar rebaixar a represa. “Não dá para aceitar que Delfinópolis e a região paguem por essa incompetência. Temos que resistir”, protestou, defendendo que autoridades e população se organizem para barrar o projeto.

Também o prefeito de Delfinópolis, Pedro Paulo Pinto, lembrou que vários produtores rurais fizeram gastos com financiamentos e outorgas de água e agora correm o risco de terem prejuízo. Ele citou o problema do esgoto da cidade que, com o rebaixamento, vai ficar a céu aberto. Ele acrescentou que a cidade, que tem a maior receita de royalties pela área alagada da represa, poderá perder parte dos royalties caso diminuam o nível do reservatório.

O prefeito de Cássia, Rêmulo Carvalho, destacou que a cidade está inaugurando um frigorífico e que depende os peixes da represa, que terão sua produção ameaçada com o rebaixamento. O presidente da Câmara de Passos, Luís Carlos do Souto, e a prefeita de São João Batista do Glória, Aparecida Nilva dos Santos, alertaram que o efeito de seca no reservatório, que pode ocorrer em Delfinópolis, vai ocorrer primeiro nos dois primeiros municípios.

Com 220 km² de área, metade em Delfinópolis, que detém 116 km², a Usina Hidrelétrica Marechal Mascarenhas de Moraes fica entre a cidade e Ibiraci. Mas abrange ainda os municípios de Passos, Cássia e São João Batista do Glória, todos no Sudoeste do Estado.

 

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