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Deputado Arantes defende permanência das escolas rurais

2015 06 15 Escola Rural - Comissão de Educação2O fechamento de escolas públicas nas zonas rurais tem causado preocupação entre deputados e representantes da sociedade civil. Esse foi o tema discutido em audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da ALMG, da qual participou o deputado estadual Antônio Carlos Arantes (PSDB) nesta segunda-feira (15/06/15). A preocupação procede, já que, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mais de 32 mil unidades tiveram suas atividades encerradas no País durante a última década.

Admirador da educação no campo e oriundo de uma escola rural, o deputado Antônio Carlos lamentou o fechamento de instituições de ensino, mas afirmou entender os motivos. Segundo o parlamentar, a concentração de recursos no Governo Federal e os erros na distribuição desses recursos deixam os municípios em uma situação muito complicada. “Vai continuar esse processo de esvaziamento do campo, não há uma política estruturada para manter as pessoas lá”, disse.

O deputado apontou problemas como falta de estradas na zona rural, precariedade e ausência de transporte escolar, baixa qualidade do ensino, más condições de vida e trabalho para as famílias que moram na zona rural, falta de recursos para os produtores rurais. “Tudo isso se resume em políticas públicas sem começo, meio e fim. Precisamos mudar esse quadro com gestões mais eficientes”, afirmou Arantes.

A coordenadora de Educação do Campo da Secretaria de Estado de Educação, Sônia Maria Roseno, garantiu que a educação rural será mais valorizada no Estado, com investimentos na infraestrutura das escolas e na capacitação de gestores e professores. Ainda segundo Roseno, o Governo de Minas trabalha com a perspectiva de inverter essa realidade, inclusive com a reabertura de escolas já fechadas.

Roseno indicou como metas da Secretaria de Educação, no que se refere à educação campesina, o diagnóstico da situação das escolas indígenas, reformas de infraestrutura que viabilizem a atividade didática nas escolas, parcerias com universidades para capacitação de professores e a publicação das diretrizes operacionais da educação no campo aprovadas no último mês de maio pela pasta.

Juliana de Souza Matias, diretora da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), lembrou sua experiência como aluna de uma escola rural para criticar o que ela classifica como descaso com o campo. Segundo Matias, ela percorria a pé um trajeto de três quilômetros diariamente para estudar e, na instituição, ouvia de professores discursos que depreciavam a qualidade de vida no campo para incentivar os alunos a seguirem seus estudos e se mudarem para a cidade. “A luta pela educação no campo é também para que possamos continuar sendo agricultores”, disse.

Assim como Juliana Matias, Idalino Firmino dos Santos, secretário-executivo da Associação Mineira das Escolas das Famílias Agrícolas, fez coro à necessidade de protagonismo do sujeito do campo na elaboração dos planos de educação. Idalino também destacou a efetividade das escolas das famílias agrícolas (EFAs) e pediu mais recursos para a manutenção dessas instituições.

 

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