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DEPUTADO ARANTES PARTICIPA DE REUNIÃO NA FAEMG PARA DISCUTIR SITUAÇAO DE PRODUTORES DO PROJETO JAÍBA

SINDICATO DIZ QUE ELES NÃO CONSEGUEM PAGAR SUAS DÍVIDAS COM O BDMG

O presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Antônio Carlos Arantes (PSDB), participou na segunda-feira (22/08/16) de uma reunião para tratar das dívidas dos produtores do Projeto Jaíba1 com o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

A reunião realizada a convite do presidente do Sistema Faemg, Roberto Simões, reuniu os deputados Fabiano Tolentino (PPS), presidente da comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial, e Inácio Franco (PV), vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Também participaram os presidentes da Ruralminas, Luiz Afonso, e do Sindicato dos produtores da Jaíba, Dálton Londe, além dos diretores do Sistema Faemg, Breno Mesquita e Rodrigo Aluim, e o consultor jurídico Yuri Sampaio.

Para o deputado Arantes a situação é difícil para o produtor da primeira fase do projeto Jaíba, que perdeu a produção por causa de atrasos no repasse dos financiamentos, na implantação do projeto, e da praga chamada “Mal do Panamá”. Desde então, ele não consegue pagar sua dívida com o BDMG. “Isso só prova a visão arrecadadora do Estado. O banco que deveria também financiar o crescimento agronegócio em Minas em vez de injetar recursos, injeta é juros e mais juros sobre o pequeno produtor rural”, lamentou. Antônio Carlos Arantes também criticou a intenção do Governo Pimentel de acabar com a Ruralminas, o órgão gestor do Projeto Jaíba. “É mais um descaso com o desenvolvimento de Minas Gerais”, afirmou.

O presidente do Sindicado dos Produtores da Jaíba, Dalton Londe, anunciou que o problema atinge diretamente cerca de 60 produtores. Segundo ele, o dinheiro originalmente contratado de um banco japonês foi repassado aos produtores pelo BDMG com juros de mercado não condizentes com a agropecuária mineira. “O que os produtores da Jaíba querem é uma renegociação da dívida de forma diferenciada. Já renegociamos uma vez e não deu certo. Em 2001, quem devia R$ 280 mil no BDMG, hoje deve mais de R$ 1 milhão. Já quem devia o mesmo valor ao Banco do Nordeste ou ao Banco do Brasil, hoje deve menos que a metade. A diferença de incentivos é enorme. Queremos que o governo mineiro adote uma postura semelhante a que o governo federal adotou com produtores de Petrolina, na Bahia, junto com os bancos do Nordeste e do Brasil, com juros mais baixos e com novos prazos para pagamento. Só assim, vamos continuar gerando empregos e garantindo a produção”, afirmou.

Diante do exposto, os deputados solicitaram um levantamento contábil sobre os valores e as condições devidas pelos produtores da Jaíba para tentarem junto ao Governo do Estado uma solução para o problema.

O PROJETO JAÍBA

O Projeto Jaíba teve início na década de 1950. Foi planejado para ser implantado em quatro etapas. Quando concluído, terá 65 mil hectares de terras irrigadas. Hoje tem 1.828 pequenos produtores instalados em áreas de até 5 hectares; 325 médios produtores em lotes de 20 a 50 hectares, e dois grandes empreendimentos industriais. É um dos maiores projetos de agricultura irrigada do mundo. Está instalado entre os rios São Francisco e Verde Grande, no Norte de Minas, e dele nasceu a cidade da Jaíba. É fruto de uma parceria entre o Governo Federal (Codevasf) e o Governo de Minas Gerais (Ruralminas). Produz 1,25 milhão de toneladas de alimentos por ano distribuída em mais de 60 culturas, a maior parte frutífera, como limão, manga, banana, mamão, uva, lichia, e outras, para consumo interno e para a exportação. Tem 28 mil habitantes, 10 mil irrigantes e 380 quilômetros de canal. É um dos poucos empreendimentos que mais tem captado novos investimentos públicos e privados. Por isso, está sempre gerando novos empregos. A irrigação é 100% automatizada e 74% da água consumida vem de Minas. Segundo informou o presidente da Ruralminas, Luiz Afonso, 84% dos membros do atual governo de Minas não conhecem o Projeto Jaíba.

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