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DEPUTADO ARANTES QUER PROMOVER O COOPERATIVISMO – Entidade internacional defende cooperativas de trabalho

DEPUTADO ARANTES QUER PROMOVER O COOPERATIVISMO – Entidade internacional defende cooperativas de trabalho

 

A pedido do deputado Antonio Carlos Arantes (PSDB), as Comissões de Desenvolvimento Econômico e de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) debateram nesta segunda-feira (4/12/17) formas de incentivar o cooperativo como fonte de geração de empregos e de renda.

A audiência pública reuniu especialistas no assunto, como o vice-presidente da Organização Internacional das Cooperativas Industriais, Artesanais e de Serviços (Cicopa Mercosul), Geraldo Magela da Silva; o representante do Ramo do Trabalho do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg), José Ailton Junqueira de Carvalho; o superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego, João Carlos Gontijo de Amorim; o superintendente de Gestão e Fomento ao Emprego da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), Márcio Luiz Guglielmoni, chefe do Núcleo de Microempresas, Empresas de Pequeno Porte e Cooperativismo da Secretaria de Estado Extraordinária de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais, Fernando Passalio de Avelar.

Para o deputado Arantes, que preside a Comissão de Agropecuária, o cooperativismo deve ser incentivado: “É uma forma que os pequenos produtores e as empresas têm para serem competitivas no mercadoNa França, que tem praticamente o mesmo tamanho territorial que Minas Gerais, existem mais de 30 mil cooperativas, enquanto que aqui temos pouco mais de 800. Nós temos um potencial muito grande ainda a ser explorado. temos leis federais, estaduais e municipais que favorecem o crescimento das cooperativas”, explicou.

Arantes defendeu a cultura do cooperativismo: “Precisamos acreditar no cooperativismo de verdade. E bons exemplos não faltam. Temos a Cooxupé (Cooperativa de Café de Guaxupé) que é a maior cooperativa do mundo e fomenta a criação de outras cooperativas, como que transporta os grãos até os portos e os armazéns. Por isso, temos que acreditar no cooperativismo; podemos dar trabalho a milhões que estão desempregados nesse momento de crise”, afirmou.

Para o vice-presidente da Cicopa Mercosul, Geraldo Magela da Silva, o Brasil ainda está muito atrasado no uso do cooperativismo. “Apenas 5% da população brasileira participa.Precisamos contar com este instrumento que possibilita que profissionais de diversas categorias atuem em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico”, ressaltou.

representante dOcemg, José Aílton Junqueira de Carvalho, lembrou que a organização tem um programa de capacitação para quem deseja ingressar no segmento. “As orientações são realizadas às quartas-feiras, de 15 em 15 dias, na sede da Ocemg”, informou.

PAÍS NÃO TEM CULTURA DE COOPERATIVISMO

De acordo com o superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego, João Carlos Gontijo de Amorim, no Brasil, não há uma cultura voltada ao cooperativismo. “Há uma singularidade no País em valorizar o bem particular”, ponderou. Ele disse que essa forma de organização agrega valor aos produtos e serviços, bem como aos trabalhadores, além de oferecer a possibilidade de autogestão.

Para o superintendente da Sedese, Márcio Luiz Guglielmoni, devem ser pensadas políticas públicas nesse sentido. “Vejo a importância das cooperativas quando, de fato, elas respeitam a regulamentação existente”, avaliou.

Ao final da audiência pública, o deputado Arantes apresentou requerimento à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais solicitando a realização de acordos de cooperação técnica com a Ocemg. O objetivo é promover o desenvolvimento e a qualificação profissional do cooperativismo. O represente desta secretaria, Fernando Passalio de Avelar, também enfatizou a proposta de se formar um grupo gestor para o cooperativismo de trabalho, industrial ou de serviço. “Essa equipe poderia levantar os segmentos promissores e elaborar material de disseminação das cooperativas de trabalho, por exemplo”, sugeriu.

 

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