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Deputados visitam aeroportos de BH e comparam infraestrutura

                                                                                   Para os parlamentares, depois das reformas e ampliações,

Aeroporto de Confins atingiu padrões internacionais

Após visitar o Aeroporto de Belo Horizonte, na região da Pampulha em Belo Horizonte, e o Aeroporto Internacional, no município de Confins, o deputado estadual Antonio Carlos Arantes (PSDB) confirmou a diferença gritante entre a infraestrutura dos dois aeroportos. “Não resta dúvidas de que os passageiros, sejam eles mineiros, brasileiros ou estrangeiros, vão ter muito mais conforto, segurança e comodidade no Aeroporto de Confins. É um aeroporto de primeiro mundo, que dá orgulho a todo mineiro”, constatou Arantes.

As visitas foram realizadas, na terça-feira (09/05/17), pela Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e delas também participaram os deputados Roberto Andrade (PSB) e Gustavo Valadares (PSDB). As visitas são um desdobramento da audiência pública organizada pelo deputado Arantes na ALMG para discutir os impactos da reabertura do Aeroporto da Pampulha para voos de grande porte.

No Aeroporto da Pampulha, que é administrado pela Infraero, os deputados foram recebidos pelo superintendente em exercício, Hélio Cardoso. Segundo ele, o plano é ter três voos por hora. O número é bem menor do que o já recebido no passado pelo terminal, que teve em seu auge 140 voos diários. O gerente de negócios comerciais da Infraero, José Lúcio Rocha, disse que o prejuízo do aeroporto foi de quase R$ 30 milhões em 2016.

Os parlamentares visitaram o Aeroporto da Pampulha primeiro, mas não puderam entrar nos setores de embarque e desembarque de passageiros sob a alegação de que o presidente estava ausente e, sem ele, não seria permitida a entrada de visitantes nesses locais. Eles alegaram, também, que a visita foi agendada em cima da hora.

O deputado Arantes considerou a restrição um absurdo. “A visita foi agendada com antecedência. O Poder Legislativo está apenas exercendo o seu papel de fiscalizar. Se não permitiram a nossa entrada ali é porque eles têm algo a esconder. A Pampulha é um aeroporto pequeno para uma capital do porte de Belo Horizonte, com conhecidos problemas de inundação em seu saguão, muito próximo a áreas residenciais e sem o devido projeto de preservação ambiental para voltar a ter voos de grande porte”, criticou.

Moradores da região da Pampulha se posicionaram contrariamente ao retorno dos grandes jatos. “A Anac está levando em conta a pista e questões técnicas, mas não está avaliando a parte ambiental”, disse Rogério Miranda, da Associação de Moradores do Bairro Jaraguá. As maiores reclamações são em relação às poluições sonora e do ar.

Desde 2005, quando os voos de grandes jatos foram transferidos para Confins, o Aeroporto da Pampulha recebe aviões com capacidade máxima de 72 passageiros. Atualmente o terminal conta com apenas uma companhia aérea (Passaredo), que opera regularmente dois voos diários. As demais operações dizem respeito a fretamentos e aviação executiva.

Confins, aeroporto de primeiro mundo

Em seguida, os parlamentares foram para o Aeroporto Internacional, onde foram recebidos pelo presidente da concessionária administradora do local, a BH Aiport, Paulo Rangel, por uma equipe de diretores e técnicos da empresa. Durante a visita, que incluiu até a área restrita ao trabalho da Polícia Federal no setor de voos internacionais, setores de embarque e desembarque de passageiros e toda a área nova, os deputados puderam conhecer tudo sobre o aeroporto.

O diretor de infraestrutura da concessionária, Adriano Pinho, mostrou aos parlamentares a estrutura do aeroporto e disse que o terminal foi projetado para facilitar expansões, de forma que é possível dobrar o número de voos internacionais nos próximos anos. Ele ressaltou também que 7.500 pessoas trabalham no terminal, que tem voos diretos para 43 destinos.

O deputado acrescentou que também é preciso levar em consideração os incontáveis benefícios que a instalação, anos atrás, e a recente ampliação do Aeroporto Internacional trouxe para a região Norte da capital. “Uma região que era pouco desenvolvida, nem ocupada estava, hoje tem comércio, indústrias, investimentos imobiliários, hotéis, graças a obras de grande porte feitas nos governos Aécio Neves e Anastasia, como a Linha Verde e a Cidade Administrativa”, destacou Antonio Carlos.

Para Arantes, se o governo voltar com os voos de grande porte para a Pampulha, vai comprometer o crescimento da região. E a Pampulha não tem a menor condição de atender a essa demanda crescente. Todos vão sair prejudicados com essa medida”, criticou Antonio Carlos.

“O que é preciso pensar é em como reduzir o tempo de deslocamento até Confins. Não podemos retroceder nas conquistas alcançadas, temos é que avançar”, afirmou o deputado Gustavo Valadares (PSDB), autor do requerimento para a realização das visitas. O deputado Roberto Andrade (PSB), presidente da comissão, também se posicionou contrariamente ao retorno dos aviões de grande porte à Pampulha.

Decisão da Anac poderá tirar mais de 1 milhão de passageiros de MG

A Anac está analisando a proposta de reabertura da Pampulha para grandes aeronaves. Quatro diretores já se pronunciaram favoravelmente, mas o diretor-presidente da autarquia pediu vista do processo. Caso ocorra essa liberação, o aeroporto poderia receber por semana até 155 pousos e decolagens de aviões do porte do Airbus A319 (com capacidade para até 156 passageiros).

Em compensação, o Estado perderia mais de 1 milhão de passageiros que vêm do interior e de outros estados e que fazem conexão em Confins. “Esses passageiros vão passar a fazer conexão em outros aeroportos de outros estados e Minas vai perder esse público. Com essa medida, todos vão perder”, argumentou Arantes.

“Enviamos um documento com algumas colocações para serem avaliadas também no processo”, explicou Paulo Rangel, presidente da concessionária de Confins, a BH Airport. Ele é contrário à reabertura da Pampulha, pois, segundo ele, isso reduziria a conectividade de Confins, ou seja, a possibilidade de voos de outros estados e do interior de Minas Gerais abastecerem os voos internacionais que saem do terminal, privatizado em 2014. De acordo com Rangel, 65% da ocupação desses voos internacionais são provenientes das conexões. Ele salientou, ainda, que a Infraero é dona de 49% das ações do consórcio BH Airport.

Os deputados se comprometeram a acompanhar o processo todo junto à Anac em Brasília para buscar a melhor saída para a população.

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