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PRODUTORES, COMERCIANTES E TRABALHADORES DA CEASA COBRAM DO GOVERNO DE MINAS UMA POSIÇÃO SOBRE A PRIVATIZAÇÃO DA CENTRAL

PRODUTORES, COMERCIANTES E TRABALHADORES DA CEASA COBRAM DO GOVERNO DE MINAS UMA POSIÇÃO SOBRE A PRIVATIZAÇÃO DA CENTRAL

Os deputados da Comissão de Agropecuária e Agroindústria da ALMG, Antonio Carlos Arantes (PSDB) e Nozinho (PDT), acompanhados de representantes de associações de produtores, de comerciantes e de funcionários da CeasaMinas e da Prefeitura de Contagem, foram recebidos em audiência pelo secretário de Estado de Agropecuária, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leitão, na terça-feira (08/11/2017). Eles foram saber a posição do governo diante do anúncio de privatização da CeasaMinas feito pelo governo federal.

Participaram da reunião o deputado Nozinho (PDT); o secretário adjunto da Seapa, Amarildo Kalil; o superintendente de Abastecimento e Economia Agrícola, João Ricardo Albanez; o presidente da Associação dos Produtores de Hortifrutigranjeiros (Aphcemg), Ladislau Jerônimo de Melo, o Lauzinho; o presidente da Cooperativa dos Produtores de Hortifrutigranjeiros (Coophemg), José Antônio Dias Silveira; a presidente da Associação Recreativa e Beneficente dos Empregados da Ceasa (Arbece), Maria Aparecida Martins de Carvalho, e Tatiana Siqueira, que representou o presidente da ACCeasa, Emílio Brandi. Representando o prefeito de Contagem, Alex de Freitas, compareceram o presidente do Centro Industrial de Contagem (CINCO), Adimílson Moura; o diretor de turismo, Wagner de Almeida Barcelar, e o assessor especial Tilden Santiago. O ex-presidente da Ceasa, Arnaldo Figueiredo, também esteve presente.

O deputado Antonio Carlos Arantes agradeceu a atenção do secretário em recebê-los: “Estamos aqui para saber qual a posição do Governo de Minas diante do anúncio da privatização da CeasaMinas. Eu sou favor da privatização de estradas, portos, aeroportos, mas não da CeasaMinas, porque considero esta uma questão de segurança alimentar. E da maneira como está sendo tratada, coloca em risco mais de 12 mil pequenos produtores e mais de 600 comerciantes. A privatização é um problema e pode significar aí um aumento de preços nos produtos. Além do mais, queremos saber como ficarão os pequenos produtores do Mercado Livre do Produtor (MLP), que é a área administrada pelo Governo de Minas”, perguntou o deputado.

O secretário Pedro Leitão respondeu que o Governo de Minas ainda não foi informado sobre como será feita a privatização, nem quando ela se dará, mas que não está disposto a concordar sem antes conhecer os planos do governo federal.

O deputado Antonio Carlos Arantes, que é presidente da Comissão de Agropecuária e Agroindústria, disse que vai acompanhar de perto a situação: “Já estivemos em Brasília, agora estamos aqui, e vamos aonde precisar porque está também em jogo o futuro de quem fazabastecimento do Estado. Não podemos brincar com isso”, encerrou.

Os presidentes das entidades de classes da CeasaMinas também se posicionaram. Lauzinho, da Aphcemg, disse que os produtores estão perdidos: “enfrentamos tantos problemas para produzir e agora ainda temos mais esse”O presidente José Antônio, da Cophemg, também criticou a situação: “A ideia de privatização tem quase 20 anos e isso impede o governo federal de fazer investimento na Ceasa. Então, os problemas só acumulam e ninguém resolve.” Já a presidente Cida, da Aberce, está preocupada com os funcionários federais que trabalham na Central: “Temos 232 servidores querendo saber o que vai acontecer com eles. Isso faz com que trabalhem desestimulados”.

Associação Comercial da Ceasa Minas (ACCeasa) defende a privatização desde que seja feita de forma correta e que todos os interessados sejam consultados.

RENOVAÇÃO DO CONVÊNIO

Questionado também sobre o fim do convênio que a Seapa tem com a Ceasa para administração do MLP, que acontecerá em 31 de dezembro, o secretário Leitão informou que está disposto a renová-lo nos mesmos termos atuais, mas o governo federal ainda não concordou.

Perguntado se o Governo de Minas teria como assumir a gestão da Ceasa o secretário ressaltou que isso seria possível em situação extrema, mas que essa responsabilidade continua sendo do governo federal.

 

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